Iluminações em salões de beleza e clínicas

Antigamente, a preocupação com a iluminação não existia nos salões de beleza. Hoje, além da funcionalidade, beleza e estética assumem papel importante no diferencial do estabelecimento. A iluminação pode ajudar nesse aspecto.

No desenvolvimento de um projeto de arquitetura de interiores, o aproveitamento um bom projeto de iluminação é fundamental para a comodidade de clientes e funcionários.

Além de aliar funcionalidade, a beleza e estética assumem papel importante no diferencial do estabelecimento. Antigamente, essa preocupação com a iluminação não existia. Muitas áreas, nas quais são projetadas clínicas de estética e salões de beleza, são construções que abrigavam outros usos, a maioria, utilizada como residência. E nem sempre as adaptações necessárias para a transformação do espaço levam isso em consideração: O espaço comercial é totalmente diferente do residencial. Como consequência, notamos uma iluminação deficiente, mal dirigida e inadequada para o ambiente. Com algumas dicas e com investimentos moderados, podemos deixar o espaço bem agradável e aconchegante, aliando funcionalidade e beleza.

Iluminação dos Ambientes

Nas recepções de salões e clínicas, vale a pena investir em algo diferenciado. Isso porque esta área é a primeira impressão captada pelo cliente e pela qual ele formará sua impressão inicial sobre o local. Escolha uma iluminação direcionada para a recepção por meio de pendentes de lustre. Dependendo do projeto do local, opte por modelos discretos e diferenciados. Seu estabelecimento pode ter um projeto mais clássico com linhas mais complexas. Opte por modelos mais trabalhados com ornamentos nesse ambiente. Para obter um ar de sofisticação para o local, escolha modelos simples, lustres com linhas mais retas e com desenhos mais simples.

Invista também em uma iluminação secundária e pontual, como a utilização de dicróicas. Nesse espaço é interessante valorizar um quadro, uma parede bem trabalhada com textura ou papel de parede e também uma estante expositora de produtos, muito utilizada ao lado da recepção, na qual podem ser oferecidas vendas de produtos.

Na área de trabalho dos cabeleireiros, a iluminação deverá utilizar cores quentes e frias. Na iluminação geral do salão, opte por lâmpadas fluorescentes. Hoje, existem modelos diferenciados com luminárias com design interessante. Se o estabelecimento possuir um pé direito alto (que é a altura do piso até o teto), podemos trabalhar com o rebaixo do forro de gesso, a fim de embutir a iluminação e criar efeitos interessantes. Se existir alguma limitação que inviabilize a utilização de um forro de gesso, coloque luminárias de sobrepor com modelos com vidro jateado.

Nas bancadas (consoles) de cabeleireiros, utilize arandelas entre os espelhos ou acima deles. As arandelas dão um toque especial para o salão. Podemos trabalhar com elas direcionando focos de luz para a parede, por exemplo, valorizando algum detalhe interessante ou como apoio para a bancada de cabeleireiro, auxiliando o trabalho do profissional.

Área de manicures

Nesse ambiente, aposte em uma iluminação mais clara. Vale a pena priorizar a qualidade funcional para o desenvolvimento do trabalho profissional.

Área de lavatórios de cabelos

O excesso de iluminação pode prejudicar. O lavatório deve ser projetado para proporcionar conforto ao cliente. Utilize iluminação indireta para não causar desconforto para os olhos dos usuários. O espaço dos lavatórios nos salões se transformou nos últimos anos. Para o salão criar um diferencial no mercado, além de lavar e hidratar os cabelos, o local deve oferecer algo mais: um espaço de relaxamento, por exemplo. Alguns lavatórios até possuem recursos de massagens para os clientes e, com certeza, a iluminação deve ser diferenciada. Trabalhe com uma iluminação geral oferecendo a claridade necessária e, ao mesmo tempo, utilize em outros circuitos de iluminação indireta para criar cenários aconchegantes para os clientes, com mudança de cores gradativas no ambiente.

Nas salas para tratamentos de estética aposte também em algo diferenciado como nos lavatórios.Nesse caso, podemos dividir a iluminação em circuitos que atendam funcionalidade e conforto.

Para a funcionalidade, devemos optar por uma iluminação bem clara e precisa, a fim de que esteticista possa realizar seu trabalho com precisão. A sala de estética pode ser utilizada como um espaço de massagem terapêutica e uma área de relaxamento de apoio à sala da noiva. Isso justifica a importância de utilização de dois tipos de iluminação na mesma sala, pois ela pode atender a funcionalidades diferentes, não deixando seu espaço ocioso. Use, portanto, como estética e sala de massagem e relaxamento.

Fachada

Opte por uma iluminação valorizando as linhas das fachadas. As prefeituras de cidades brasileiras possuem legislação própria em relação à comunicação visual. Em São Paulo, existe a Lei “Cidade Limpa”, que restringiu a utilização de luminosos com tamanhos desproporcionais para a fachada.

Tais legislações são importantes para despoluir visualmente a cidade, possibilitando a criação de recursos na fachada e criando diferenciais para os clientes. Hoje, quando passamos à noite em alguns estabelecimento, notamos a utilização de iluminação com mistura de cores nas fachadas ou em árvores próximas. Pode ser uma ideia bem interessante que valoriza seu negócio.

André Giannoni é arquiteto especializado em projetos de espaços de beleza, estética e saúde. Atuou em empresas do ramo de mobiliário para salões e estética. Atualmente, possui escritório em São Paulo e desenvolvendo projetos e fiscalização de obras para as áreas comerciais e residenciais.   andre@andregiannoni.com.br www.andregiannoni.com.br


Ética na beleza

Não podemos estabelecer normas éticas para os outros se não a temos como princípios próprios para condução de nossas vidas. Em nome do poder, do autoritarismo, e até porque não dizer, do despotismo, inúmeras arbitrariedades se tem cometido nos âmbitos pessoal e profissional.
Ética é derivada do grego ethos que significa modo de ser de uma pessoa, ou seja, caráter, valores morais e premissas que norteiam a conduta humana se relacionam com o sentimento de justiça social.
Qualquer sociedade e seus grupos constituintes possuem os próprios códigos de ética, por exemplo: Ética educacional; Ética nos esportes; Ética jornalística; Ética na política; Ética no trabalho; Ética empresarial e, atrevo-me a adicionar, “ética na beleza”, porque os profissionais da beleza e estética são fomentadores da ética.

Os indivíduos quando procuram os institutos de beleza desejam transformar sua “ética visual” em outro código de performance. Isso significa que os técnicos da área são engajados de princípios “éticos”, agindo com todo rigor para contemplarem os clientes naquilo que eles mais desejam: reinventar a sua beleza.
Para tanto, vamos rememorar alguns conceitos que os profissionais aprenderam nos cursos de formação: postura profissional, postura com os colegas, postura com os clientes etc. Será que no dia a dia aplicamos as regras preestabelecidas? Essa pergunta deve ser regra básica em todos os momentos, pois se assim não o fizermos, a prática ficará comprometida.

Como desejar o sucesso na carreira se o fazer profissional não seguir o padrão da honestidade, do respeito e da solidariedade? A ética tem suas bases na moral (Sócrates) e no dever (Kant). Ou seja, é a vontade verdadeiramente boa, tendo assim conformidade com o respeito e dever.

Luiz Waldez Ludwig, um dos especialistas em consultoria empresarial brasileira, defende a ideia de que as “empresas bacanas investem nas pessoas” ou seja, os “ganhos” e os “lucros” não estão nos produtos ou serviços, e sim em quem os executam. Sejam alternativos, legalizados, autônomos e afins os indivíduos são brilhantes quando são éticos.

Não podemos estabelecer normas éticas para os outros se não a temos como princípios próprios para condução de nossas vidas. Em nome do poder, do autoritarismo, e até porque não dizer, do despotismo, inúmeras arbitrariedades se tem cometido nos âmbitos pessoal e profissional.

Nunca se falou tanto em Ética, uma palavrinha de cinco letras trazendo em seu significado tantas premissas. Permitam-me destacar um caso que vivenciei:

Enquanto fui aluna em um curso de capacitação de cabeleireiro, assisti, com muito pesar, a própria instrutora declarar que aplicava determinada química em sua própria sobrinha de apenas seis anos de idade. O testemunho é grave, pois a mesma plantou a “sementinha” antiética em seus alunos, visto que no mercado há inúmeros produtos especialmente produzidos para a linha infantil.

Muitos estabelecimentos em “nome do lucro fácil” vendem serviços e produtos como tops de linha, enganando clientes e comprometendo profissionais sérios e dignos. Há diversos exemplos que poderíamos descrever, porém, seríamos redundantes.

O que nos inspira neste artigo é outro foco: reflexão profunda sobre o tema vastíssimo e inesgotável. Como gestora de projetos sociais, sugiro a obrigatoriedade da disciplina curricular em torno da ética de forma mais abrangente e reflexiva nos cursos de capacitação, sejam na área da estética e beleza, como em todos os outros voltados à formação dos indivíduos. Somos cientes de que isso não resolveria o problema, mas diminuiria bastante as ações inadequadas e equivocadas de futuros profissionais.

Alargando a discussão, vamos para o mundo de relações que estão a família, os grupos de convivência e toda sociedade, que parecem desprovidos da ética do bem viver.

Agora mesmo vivemos um fervor em torno da Copa do Mundo (nada mais que patriótico torcermos pelo Brasil). Entretanto, os problemas socioeducativos continuam a massacrar a população mundial. Enquanto bilhões e bilhões de dólares foram investidos na produção da Copa do Mundo na África do Sul, aquele país continua no topo do ranking infeliz de nações com mais pessoas contaminadas pelo vírus HIV.

Nossa assertiva não propõe nenhuma contrariedade quanto aos esportes, muito ao contrário. O futebol irmana as nações e derruba todas as diversidades, por uns dias, pelo menos. É louvável e saudável vermos diversas etnias congregando o mesmo objetivo.

Precisamos trabalhar essa mesma congratulação em torno das populações menos desprovidas. Aí nesse ponto, se sobrepõe a ÉTICA. E como uma luta serena, deixarmos eclodir o que há de mais belo dentro de nós para a formação de um mundo melhor, no qual o belo manipulado seja verdadeiro. E porque não dizer sentirmos a gratificação mais lucrativa, que é o nosso encontro com o outro, no respeito e na motivação presentes em todas as profissões.

Fátima Tavares é Gestora em Projetos Culturais e Sociais, animadora cultural e professora de História. crescendoemmultimarketing@gmail.com  http://gestaobasicasalaodebeleza.blogspot.com/

Criatividade

Criatividade é mostrar o novo, o diferente de cada pessoa, reunir o que há de comum no incomum, misturar e reinventar possibilidades na busca de um resultado não perfeito, mas belo.

Fico a pensar no ineditismo cada vez mais em voga em uma sociedade de consumo. Exigência fundamental: CRIATIVIDADE. Por mais que sejamos capacitados, abarrotados de conhecimentos, essa “dama” essencial da beleza só compartilhada de dentro para fora, está no cerne de cada alma e de cada coração. Requer sentimentos, paixão, amor pelo o que se faz, comprometimento com a obra em si, com os resultados, e estes em cada detalhe. Deixar a marca precisa e a assinatura inédita de quem realizou o TRABALHO.

Faço essa comparação devido a inúmeras dúvidas de alunos e até profissionais do ramo que sempre vêm à tona nas salas de aula: “como desenvolver minha criatividade?”. Não há resposta exata e objetiva, mas podemos dar sugestões:

  • Acuidade.
  • Senso de observação.
  • Talento.

Vocação, eis a grande questão!

Em todas as profissões esbarramos nesse fato importantíssimo – o teor vocacional.

Infelizmente, muitos abraçam diversas funções profissionais sem o mínimo prazer, mas, sim, pelo dinheiro (nada contra, até aí). Porém, em determinados momentos, “sacrifícios” e devotamento hão de impulsionar ações talentosas, criativas e criadoras.

Na verdade, criatividade é mostrar o novo, o diferente de cada pessoa, reunir o que há de comum no incomum, misturar e reinventar possibilidades na busca de um resultado não perfeito, mas belo – os “magos da beleza” são artistas na restauração de cabelos, unhas etc. Mas nem todos são imbuídos dessa concepção e entendimento.

Não se compra criatividade nos mercados. É na prática do dia a dia, no absoluto estudo de cada forma que estabeleceremos o ilimitado mundo criativo.

Ousadia, vontade de arriscar com os pés no chão! Se acreditarmos em nós mesmos e na capacidade que temos de inovar, poderemos, sem medo, abrir a porta da criatividade.

As técnicas bem-sucedidas com uma pitada diferente nos levarão a caminhos renovadores. O que impulsiona essa atitude é o medo, o receio de quebrarmos regras já pré-estabelecidas. Tenhamos em mente que os grandes cientistas antes de encontrarem a chave do sucesso experimentaram suas potencialidades incansavelmente. Vamos em frente na busca do melhor e confiantes no progresso.

Fátima Tavares é Gestora em Projetos Culturais e Sociais, animadora cultural e professora de História. crescendoemmultimarketing@gmail.com

Em busca de um sonho – A história de uma esteticista brasileira na Inglaterra

Disposta a conhecer novas culturas e países diferentes, a carioca Flávia Cristina G. de Azevedo escolheu a Inglaterra para viver novos desafios profissionais. Naquele país, o mercado de estética é bastante fechado: a atividade é exercida somente por esteticistas.

Desde muito nova, Flávia Cristina Guimarães de Azevedo já se encantava com o universo da estética. Mas foi somente quando estava na faculdade, cursando o quarto período de fisioterapia, que decidiu buscar uma oportunidade profissional nessa área.

Embora o início tenha sido como estagiária, Flávia pôde ampliar seus conhecimentos e associar os ensinamentos que aprendeu na universidade em um segmento que já apresentava grande potencial de crescimento no Brasil.

Ao longo de quase seis anos, Flávia tem trabalhado na área de dermato funcional, que visa à funcionabilidade do corpo – nesse caso dos tecidos cutâneos e subcutâneos.

Disposta a conhecer novas culturas e países diferentes, Flávia se muniu de muita coragem e decidiu sair do Rio de Janeiro para abraçar novos desafios na Inglaterra, onde vive já há dois anos. Segundo ela, o mercado de estética naquele país é bastante fechado, ou seja, a atividade é exercida somente por esteticistas. Além disso, são pouquíssimos os fisioterapeutas especializados na área e a maioria deles vem de outros países.

“Resolvi sair do País porque tinha dentro de mim uma vontade de conhecer uma cultura diferente e estava insatisfeita com a realidade profissional do fisioterapeuta no Brasil. Escolhi a Inglaterra porque tenho parente vivendo no país, que me ajudou no início. Antes de me decidir, pesquisei e estudei muito sobre as diferentes possibilidades, a fim de escolher qual seria a melhor opção. Entrar como estudante na Inglaterra foi a melhor solução. Atualmente, moro nas bordas de Londres”, revela Flávia.

Para se manter em um país tão diferente do Brasil, Flávia exerceu outras funções antes de trabalhar na sua área. “Depois de atuar como faxineira, babá e entregadora de jornais, decidi divulgar meu trabalho dentro da comunidade brasileira. Assim, consegui entrar no meu mercado. No início, tudo foi uma aventura. Entretanto, com o tempo vi que estava na hora certa de viver essa experiência. Afinal, tinha uma profissão boa para trabalhar aqui e maturidade suficiente para suportar tanta dificuldade”, acrescenta.

Valorização profissional

Atualmente, Flávia trabalha informalmente, pois ela ainda não obteve a validação de seu diploma. A carioca atende clientes em domicílio ou em sua própria residência. Sua jornada de trabalho dura em média seis horas por dia. Segundo ela, a rotina é desgastante, mas o eficiente transporte público da cidade facilita o deslocamento.

“Na Inglaterra, todo profissional tem que ser qualificado e credenciado para entrar no mercado de trabalho formal e obter seus direitos. Na área de estética, a experiência é o que mais conta, mas por eu ser formada também em fisioterapia, consegui pacientes que preferem profissionais graduados a profissionais com cursos técnicos. A confiança no trabalho, o conhecimento obtido, a linguagem usada, entre outros fatores, deixam o paciente mais seguro em relação ao serviço prestado”, esclarece.

Quanto às particularidades da atividade, Flávia explica que o trabalho é bastante semelhante ao realizado no Brasil, exceto por algumas curiosidades. Na Inglaterra, por exemplo, a maioria das massagistas não faz massagens na região do abdome.

Em se tratando da atuação dos profissionais da área de estética em Londres e no Brasil, ela garante que nosso País tem alcançado grandes avanços. “Temos uma visão muito mais segura e tentamos, ao máximo, promover a saúde para o paciente. Os profissionais brasileiros priorizam a estética mais global, que contempla o corpo e a mente”, explica.
Outra característica do mercado londrino diz respeito à valorização do profissional, que é bem maior do que no Brasil. “O custo de vida é mais alto, mas qualquer trabalho que você faça, por mais simples que ele seja, você consegue pagar o aluguel, transporte, alimentação etc. Entretanto, caso a pessoa queira morar sozinha, fica muito mais caro. É necessário ter estabilidade no trabalho para se comprometer com aluguel mensal e contrato longo. Entretanto, a vantagem é saber que seu dinheiro tem valor. Se gasta muito, mas se ganha muito bem também”, destaca.

Flávia ainda revelou que a clientela na Inglaterra tem um perfil bastante parecido em nível de exigência. A diferença é que naquele país o produto massagem é bem mais acessível do que no Brasil. “Por terem uma cultura já antiga em relação aos benefícios das massagens, bem como terem influência do Oriente, as pessoas buscam esses produtos. Por aqui, encontram-se vários tipos de pacientes, de todos os níveis sociais, de todas as idades e com diferentes objetivos. No Brasil, a maioria quer ter um corpo sem imperfeições. Na Inglaterra, a busca é mais por saúde e qualidade de vida”, acrescenta Flávia.

Plantando a semente

Confiante no futuro, a carioca diz que seu maior objetivo no momento é validar seu diploma, a fim de trabalhar registrada e se tornar uma fisioterapeuta credenciada pelo Reino Unido. “Minha expectativa é ajudar a promover a saúde. Tais objetivos ainda não foram alcançados, mas a semente está sendo plantada. Todos os meus pacientes bebem mais água do que bebiam, têm uma postura mais saudável e buscam mais qualidade de vida no seu dia a dia”, frisa.

Na opinião de Flávia, sair do Brasil para trabalhar em um país tão diferente foi uma experiência única. “Nós, brasileiros, temos uma capacidade de criar muito grande. Somos esforçados e dedicados. Sair do Brasil foi muito válido, mas é necessário ter muita coragem e certeza do que se quer. É preciso saber também que são muitas as dificuldades. Afinal, a vida não é fácil em um outro país. Além disso, não se fica rico como todos pensam. Para alcançar o sucesso fora de casa (assim como em casa), é necessário ter muita determinação e possuir objetivos muito bem focados”, aconselha.

Outra recomendação da carioca para quem pensa em atuar no exterior é conhecer bem a cultura e os costumes locais, a fim de aprender o idioma e entender como funcionam as cabeças das pessoas, dos seus governantes e de todos os profissionais da área da saúde. “Ao entender como a saúde funciona para a sociedade no país, você consegue se adaptar e se preparar para o mercado de trabalho. Mas essa é uma tarefa demorada, que acontece de forma gradativa”, finaliza Flávia.

Por Madalena Almeida – Jornalista


Destacar-se na multidão – O que realmente é (e o que não é) diferencial competitivo

Muitos empresários e profissionais autônomos quando indagados sobre qual é o seu diferencial competitivo, respondem prontamente: “qualidade, preço baixo e bom atendimento”. Não poderiam estar mais enganados! Conheça neste artigo os “mitos do diferencial competitivo”.


Ao longo dos mais de dez anos de contato com profissionais que iniciavam seu negócio na área de estética e beleza, percebíamos que a maioria possuía o claro entendimento que para o negócio prosperar era necessário inovar e diferenciar-se. No entanto, o equívoco estava na forma que alguns desses empreendedores pretendiam fazer isso. Faltava-lhes compreender que qualidade dos serviços e produtos, equipe qualificada, preço justo, bom atendimento e uma boa localização, em verdade, são pré-requisitos para sobrevivência no mercado. Tais características são condições essenciais para se abrir e manter um empreendimento. Agindo assim, estamos apenas fazendo a lição de casa.

Mas afinal, o que é realmente diferencial competitivo?

O diferencial é o que dá personalidade ao negócio, é o que lhe destaca da multidão. Diferenciais competitivos são aquelas competências essenciais que conferem ao negócio maior força diante da concorrência.

Esse “algo a mais” é a chave para o sucesso nesse concorrido mercado de beleza e cuidados pessoais. Ousar e inovar são palavras que devem ser incorporadas ao vocabulário empresarial, sob o risco de em um piscar de olhos o seu negócio ficar ultrapassado e se tornar carta fora do baralho.

Mesmo assim, insistem os empreendedores incautos: “mas possuo um grande diferencial, o preço mais baixo do que o da concorrência”.

Mito 1 – O ilusório diferencial competitivo do preço baixo

Pobre empreendedor que precisa recorrer ao preço baixo para conseguir tornar-se competitivo no mercado. Seus dias estão contatos.

Se você ainda insiste em achar que o cliente realiza sua escolha de consumo principalmente pelo preço, ficará surpreso em saber que esse não é um dos principais critérios de avaliação do consumidor. Antes do preço, o consumidor irá analisar se o ambiente é agradável, se a localização é conveniente, se a qualidade é superior, se o atendimento é ágil, se o profissional é confiável, entre outros.

Preço baixo por si só não é diferencial. Muito cuidado com esta estratégia. Ela é uma das mais arriscadas a se seguir.

O preço baixo somente se torna diferencial competitivo quando ele é alcançado por meio de alguma ação estratégica (negociação com fornecedores, venda em escala, parcerias estratégicas etc.) e não simplesmente por mera diminuição da margem de lucro, o que enfraquece o negócio.

Uma boa alternativa é fazer seu cliente perceber que está comprando “mais por menos”. O consumidor despende diversos recursos para adquirir um serviço – dinheiro, tempo, desgaste físico e desgaste emocional. Assim, a maioria dos consumidores está disposta a gastar mais recursos financeiros, por exemplo, para economizar outros recursos como tempo e desgaste físico.

Precisamos quebrar esse paradigma. Por isso, não baixe os preços, aumente o valor percebido.

Mito 2 – O “inovador” diferencial do bom atendimento!

O bom atendimento está para a prestação de serviços como a embalagem está para o produto. É por meio do atendimento que o cliente, de fato, tem seu primeiro contato e experiência com a empresa.

Os clientes são muito sensíveis ao atendimento, em especial na área de serviços. Caso não sejam bem tratados pela recepcionista do salão, automaticamente remetem este padrão ao profissional cabeleireiro. Se ao solicitar um atendimento em domicílio, não sentir confiança e simpatia na conversa do profissional ao telefone, podem imaginar que a drenagem linfática contratada também não será de qualidade.

Por isso, o bom atendimento é a base da prestação de serviços. Não é diferencial tratar bem o cliente, é obrigação. É condição primeira e essencial para que o cliente sinta-se respeitado e valorizado.

Quer transformar o atendimento em diferencial? Desenvolva um atendimento personalizado. Conheça seu cliente, crie planos de fidelidade, peça e dê feedback, treine a equipe, ou seja, crie a cultura do atendimento diferenciado.

Mito 3 – Ter qualidade é diferencial competitivo

Qualidade possui diferentes conceitos e seu entendimento é muito amplo. Não entrando no mérito, precisamos ao menos entender na prática o que é qualidade.

Quando uma mulher busca uma manicure, por exemplo, ela tem a necessidade de “fazer” as unhas. Ela espera tirar a cutícula, lixar e pintar as unhas. Sua expectativa é ser bem atendida, que não tirem nenhum “bife” de seu dedo, que somente utilize-se material descartável/esterilizado e que o esmalte fique uniforme, na cor certa e sem bolhas. Terminado o processo dentro destas especificações (e não descascando em poucos dias), a qualidade foi atingida, pois o serviço está adequado às exigências mínimas e às expectativas da cliente.

Dessa forma, por que então a qualidade seria diferencial? Não tirar um “bife” do dedo da cliente é diferencial? Imaginem um proprietário de salão divulgando seu negócio:

“No meu salão a qualidade é o diferencial. Lá não queimamos a cliente na depilação, não pintamos de loiro quem queria ficar ruiva, nem utilizamos produtos com validade vencida!!!”

Uma cena um tanto hilária, mas, de fato, é o que representa dizer que qualidade é diferencial.

Como falamos no início deste artigo, o diferencial competitivo é o “algo mais”. A qualidade, bom atendimento e preço justo atendem às expectativas básicas dos clientes. Isso não lhe diferencia da concorrência, apenas confere sustentabilidade a seu negócio, pois quem assim não procede está fadado ao fracasso.
Quer saber como transformar a qualidade em diferencial competitivo? Como ter serviços com mais valor agregado e percebido? Como inovar para encantar e fidelizar seus clientes?

Então, acompanhe nossa coluna nas próximas edições da revista Estética e Negócios.

E não deixe de comentar este artigo aqui, deixando seu relato de como saiu do “básico” e criou seu diferencial competitivo.

 

Márcio Monson é Administrador de empresas, com MBA em Gestão de Negócios e empresário do segmento há 13 anos. Realiza assessoria e consultoria especializada em gestão empreendedora e inovação.  visaoeinovacao@marciomonson.com  www.marciomonson.com

 

 

 

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