Arquivo da categoria: Gestão de Negócios

Destacar-se na multidão – O que realmente é (e o que não é) diferencial competitivo

Muitos empresários e profissionais autônomos quando indagados sobre qual é o seu diferencial competitivo, respondem prontamente: “qualidade, preço baixo e bom atendimento”. Não poderiam estar mais enganados! Conheça neste artigo os “mitos do diferencial competitivo”.


Ao longo dos mais de dez anos de contato com profissionais que iniciavam seu negócio na área de estética e beleza, percebíamos que a maioria possuía o claro entendimento que para o negócio prosperar era necessário inovar e diferenciar-se. No entanto, o equívoco estava na forma que alguns desses empreendedores pretendiam fazer isso. Faltava-lhes compreender que qualidade dos serviços e produtos, equipe qualificada, preço justo, bom atendimento e uma boa localização, em verdade, são pré-requisitos para sobrevivência no mercado. Tais características são condições essenciais para se abrir e manter um empreendimento. Agindo assim, estamos apenas fazendo a lição de casa.

Mas afinal, o que é realmente diferencial competitivo?

O diferencial é o que dá personalidade ao negócio, é o que lhe destaca da multidão. Diferenciais competitivos são aquelas competências essenciais que conferem ao negócio maior força diante da concorrência.

Esse “algo a mais” é a chave para o sucesso nesse concorrido mercado de beleza e cuidados pessoais. Ousar e inovar são palavras que devem ser incorporadas ao vocabulário empresarial, sob o risco de em um piscar de olhos o seu negócio ficar ultrapassado e se tornar carta fora do baralho.

Mesmo assim, insistem os empreendedores incautos: “mas possuo um grande diferencial, o preço mais baixo do que o da concorrência”.

Mito 1 – O ilusório diferencial competitivo do preço baixo

Pobre empreendedor que precisa recorrer ao preço baixo para conseguir tornar-se competitivo no mercado. Seus dias estão contatos.

Se você ainda insiste em achar que o cliente realiza sua escolha de consumo principalmente pelo preço, ficará surpreso em saber que esse não é um dos principais critérios de avaliação do consumidor. Antes do preço, o consumidor irá analisar se o ambiente é agradável, se a localização é conveniente, se a qualidade é superior, se o atendimento é ágil, se o profissional é confiável, entre outros.

Preço baixo por si só não é diferencial. Muito cuidado com esta estratégia. Ela é uma das mais arriscadas a se seguir.

O preço baixo somente se torna diferencial competitivo quando ele é alcançado por meio de alguma ação estratégica (negociação com fornecedores, venda em escala, parcerias estratégicas etc.) e não simplesmente por mera diminuição da margem de lucro, o que enfraquece o negócio.

Uma boa alternativa é fazer seu cliente perceber que está comprando “mais por menos”. O consumidor despende diversos recursos para adquirir um serviço – dinheiro, tempo, desgaste físico e desgaste emocional. Assim, a maioria dos consumidores está disposta a gastar mais recursos financeiros, por exemplo, para economizar outros recursos como tempo e desgaste físico.

Precisamos quebrar esse paradigma. Por isso, não baixe os preços, aumente o valor percebido.

Mito 2 – O “inovador” diferencial do bom atendimento!

O bom atendimento está para a prestação de serviços como a embalagem está para o produto. É por meio do atendimento que o cliente, de fato, tem seu primeiro contato e experiência com a empresa.

Os clientes são muito sensíveis ao atendimento, em especial na área de serviços. Caso não sejam bem tratados pela recepcionista do salão, automaticamente remetem este padrão ao profissional cabeleireiro. Se ao solicitar um atendimento em domicílio, não sentir confiança e simpatia na conversa do profissional ao telefone, podem imaginar que a drenagem linfática contratada também não será de qualidade.

Por isso, o bom atendimento é a base da prestação de serviços. Não é diferencial tratar bem o cliente, é obrigação. É condição primeira e essencial para que o cliente sinta-se respeitado e valorizado.

Quer transformar o atendimento em diferencial? Desenvolva um atendimento personalizado. Conheça seu cliente, crie planos de fidelidade, peça e dê feedback, treine a equipe, ou seja, crie a cultura do atendimento diferenciado.

Mito 3 – Ter qualidade é diferencial competitivo

Qualidade possui diferentes conceitos e seu entendimento é muito amplo. Não entrando no mérito, precisamos ao menos entender na prática o que é qualidade.

Quando uma mulher busca uma manicure, por exemplo, ela tem a necessidade de “fazer” as unhas. Ela espera tirar a cutícula, lixar e pintar as unhas. Sua expectativa é ser bem atendida, que não tirem nenhum “bife” de seu dedo, que somente utilize-se material descartável/esterilizado e que o esmalte fique uniforme, na cor certa e sem bolhas. Terminado o processo dentro destas especificações (e não descascando em poucos dias), a qualidade foi atingida, pois o serviço está adequado às exigências mínimas e às expectativas da cliente.

Dessa forma, por que então a qualidade seria diferencial? Não tirar um “bife” do dedo da cliente é diferencial? Imaginem um proprietário de salão divulgando seu negócio:

“No meu salão a qualidade é o diferencial. Lá não queimamos a cliente na depilação, não pintamos de loiro quem queria ficar ruiva, nem utilizamos produtos com validade vencida!!!”

Uma cena um tanto hilária, mas, de fato, é o que representa dizer que qualidade é diferencial.

Como falamos no início deste artigo, o diferencial competitivo é o “algo mais”. A qualidade, bom atendimento e preço justo atendem às expectativas básicas dos clientes. Isso não lhe diferencia da concorrência, apenas confere sustentabilidade a seu negócio, pois quem assim não procede está fadado ao fracasso.
Quer saber como transformar a qualidade em diferencial competitivo? Como ter serviços com mais valor agregado e percebido? Como inovar para encantar e fidelizar seus clientes?

Então, acompanhe nossa coluna nas próximas edições da revista Estética e Negócios.

E não deixe de comentar este artigo aqui, deixando seu relato de como saiu do “básico” e criou seu diferencial competitivo.

 

Márcio Monson é Administrador de empresas, com MBA em Gestão de Negócios e empresário do segmento há 13 anos. Realiza assessoria e consultoria especializada em gestão empreendedora e inovação.  visaoeinovacao@marciomonson.com  www.marciomonson.com

 

 

 

Mudanças de Comportamento

Nunca foi tão valorizada a estética. Nós tornamos pessoas ainda mais visuais e aprendemos que uma boa imagem pode nos levar longe! Sim, é um hábito que ganhou cada vez mais força.

Atualmente, o mundo e suas ideias se encontram em metamorfose. Transformações climáticas, políticas, culturais etc. possibilitaram uma mudança nas pessoas dentro de si mesmas, uma mudança em um aspecto muito maior do que imaginam, tanto interior quanto exteriormente. E isso, apesar de também apresentar seus pontos negativos, é muito bom.

Nunca foi tão valorizada a estética. Nós tornamos pessoas ainda mais visuais e aprendemos que uma boa imagem pode nos levar longe! Sim, é um hábito que ganhou cada vez mais força e caracteriza um “pré” conceito, porém, de certa forma, estimula as pessoas a se cuidarem mais, evoluírem aparentemente, e, como pessoas, a se amarem, passando isso para todos em volta.

Nos últimos anos, a expectativa de vida aumentou em, pelo menos, seis anos. A imagem de uma terceira idade convencional, quietinha, não é mais a realidade de grande parte dela. Os idosos estão vivendo mais, e vivendo bem. Quando não estão envolvidos em algum projeto autônomo de trabalho, aproveitam ao máximo a aposentadoria, utilizando o tempo para fazer tudo o que não tiveram chance na juventude corrida. Eles se cuidam, fazem exercícios, saem para se divertir e tratam de manter a beleza viva em clínicas de estética, tanto para o bem-estar quanto para a auto-estima!

Novos produtos e tratamentos estéticos aparecem a cada dia e alimentam a vaidade das senhoras que, hoje, estão mais bonitas e bem cuidadas que muitas jovens até! É a necessidade de prolongar o tempo ativo, a diversão; já que as mulheres, principalmente, estão se preocupando mais com suas carreiras e deixando o viver para mais tarde. O que é uma ideia completamente relevante quando tem como se cuidar e aproveitar no limite nesse depois!

E o que dizer dos homens? Por muito tempo tiveram essa referência estética como ausência de masculinidade, e, agora, enxergam que uma boa imagem é além de importante para tudo em volta deles: um verdadeiro sinal de que ele está confortável com sua opção, sem se importar em entrar em contato com o chamado “lado feminino”, deixando o machismo do século XIX de lado e vivendo como bem entendem.

Agora, eles veem o lado prático de se cuidar! Um rosto sem barba dura bem mais com uma depilação com cera quente, assim como um rosto limpo, sem manchas, cravos ou qualquer imperfeição gritante torna bem mais fácil o cuidado do dia a dia. Não é mais raro encontrar homens em clínicas de estética, seja para melhorar a imagem, seja para se livrar do estresse. Se as mulheres conseguiram igualdade no mercado de trabalho, os homens conseguiram no mercado visual um grande espaço e muitos produtos especialmente para eles.

O sexo feminino sempre foi símbolo dessa busca pela beleza, agora, elas só possuem mais armas a favor, interesse e até a companhia agradável de seus companheiros nesse caminho! Nunca foi tão simples cuidar de si. A beleza e o bem-estar estão ao alcance de todos, independentemente de sexo ou situação financeira. Sempre há um tratamento que cabe exatamente em suas condições, e isso é maravilhoso: vaidade agora é um senso coletivo e está totalmente inserida na realidade da maioria.

O mundo moderno nos permite (e exige) várias faces. Precisamos sempre nos moldar ao meio sem nunca nos esquecer do principal: nossa essência. A beleza é, sim, algo muito importante, mas nunca deve passar por cima de quem nós somos. Padrões não são o principal, mas sim a felicidade e a aceitação. O importante é estar satisfeito e bem cuidado! E lembre-se: uma boa limpeza de pele, sobrancelhas adequadas a seu rosto e mudanças simples de comportamento podem fazer milagres no visual de uma pessoa!

Ana Cristina Soares é Empresária com formação em Administração. Atualmente, é Responsável pela Crislú Estética. Participou de vários cursos na área e, hoje, conta com duas unidades de sua clínica e uma equipe composta por 32 profissionais.

 

Montando um salão de sucesso

Para você montar um salão, o primeiro passo é saber para quem é que este empreendimento será montado e quais os produtos e serviços irá oferecer.

O setor de beleza é, sem dúvida nenhuma, um dos mais promissores em que se pode investir. Contudo, só obtêm sucesso aqueles que realizam negócios bem feitos, coerentes e sérios, com total respeito ao cliente e atualização constante dos profissionais e do estabelecimento.

Apesar de parecer uma afirmação óbvia, é frequente presenciarmos salões que, após seis meses ou um ano de funcionamento, fecham suas portas. Uma coisa pode-se garantir: o sucesso não é apenas uma questão de sorte.  É, sim, um trabalho de planejamento global que abrange aspectos como: ponto, instalações, profissionais, administração e divulgação. É o conjunto de tudo e de todos que faz a diferença.

Em nossas consultorias, procuramos orientar nossos clientes sobre os seguintes aspectos:

 Posicionamento de Mercado (Imagem do Salão)

 Para você montar um salão, o primeiro passo é saber para quem é que este empreendimento será montado e quais os produtos e serviços irá oferecer.

O melhor negócio é o que for mais coerente à sua imagem, ou posicionamento, como quiser chamar.

Exemplo: De nada adianta fazer um salão luxuoso, com internet, jardim de inverno em um local onde há uma grande concentração de mulheres executivas, pois estas dão mais valor ao tempo que ao relaxamento. Há salões com rentabilidades fantásticas fazendo apenas serviços de manicure e escovas, porém, com uma enorme rotatividade.

O Ponto

O ponto deve satisfazer às normas legais (zoneamento, alvará etc.) e às necessidades da imagem do salão, ou seja, ter coerência com seus clientes e serviços. Lembre-se: tenha coerência para com o seu público-alvo sempre.

Visibilidade: dê importância à fachada, pois os clientes devem conseguir identificar seu salão.

Fluxo de Público: quanto maior o fluxo de pessoas em frente ao estabelecimento, maiores as chances de fluxo também em seu salão.

Aluguel: o aluguel não deverá nunca ultrapassar os 10% do faturamento bruto, e mesmo assim já é um percentual muito alto. O ideal é projetar para  5% a 7%.

Equipe de Trabalho

É, sem dúvida, uma das mais, senão a mais difícil e importante, tarefa na montagem de qualquer empresa de serviços. E em um salão de cabeleireiro não é diferente. Pelo contrário, é VITAL.
O perfil do profissional que indicamos e procuramos para os salões deve ter as seguintes características:

1)    Ser HONESTO

2)    Ser PRÓATIVO

3)    Ser COMPROMETIDO

4)    Ser MOTIVADO

5)    Ser EFICIENTE

6)    Ser AMBICIOSO

7)    Ser DETERMINADO

8)    Ser PERSISTENTE

9)    Ser HUMILDE

10) Ser ESTÉTICO, ou seja:

 Se preocupar com sua aparência;

  • Ter boa postura e apresentação pessoal;
  • Se comunicar bem;
  • Ter bom senso;
  • Saber se posicionar nos ambientes (ter um comportamento adequado);
  • Ter educação;
  • Estar asseado e limpo;
  • Ter garbo no trato com os clientes (Garbo – do Italiano – elegância nos gestos, nos modos, na apresentação, na figura, gentileza e distinção).

 Produtos e Serviços

Diferencie-se desde o início: apresente aos seus clientes novas tendências de corte, coloração, mechas, tom sobre tom, enfim, use a moda como sua aliada.

Esse tipo de trabalho mais complexo, certamente, não poderá ser comprado em supermercados ou ser feito em casa, pois exige técnica e atualização.

Venda de Produtos

Tanto em nossos projetos, quanto em nossas consultorias, sempre damos ênfase para a importância de o salão contar com um ponto de venda de produtos, e devemos sempre incentivar a venda desses itens pela nossa equipe. No Brasil, um salão bem equilibrado deveria ter como meta que 20% de seu faturamento seja fruto da venda de produtos.

Esses foram apenas alguns alertas. Devemos ter, antes de tudo, COERÊNCIA entre todos os fatores de Sucesso.

Rui Mendes –  Negócios e Beleza – www.negociosebeleza.com.br

Entidades de classe – A árdua luta para o reconhecimento da profissão

Entidades ganham representatividade e ressaltam a importância de maior união entre os profissionais dos segmentos de estética e beleza.

Há muito que o Brasil é uma referência nas áreas de estética e beleza. Estima-se que o País possua cerca de 100 mil salões de beleza e um número também bastante representativo de centros de estética. O problema é que a maioria dos profissionais desse setor ainda atua sem regulamentação.

Porém, nos últimos anos, essa realidade vêm mudando, graças à atuação de entidades que lutam para que essas profissões sejam reconhecidas.

São associações, agremiações e sindicatos que têm alcançado diversas conquistas para os profissionais, ganhando maior representatividade em nível nacional e contribuindo para fortalecer cada vez mais o movimento sindical nesse setor.

“Temos ainda alguns objetivos para serem alcançados. Existem empresários que ainda mantêm os trabalhadores sem o devido registro em carteira, gerando consequências desastrosas, como a incidência de doenças ocupacionais (LER /DOR e problemas de coluna), causadas pela extensa jornada de trabalho em pé e sem respaldo e assistência médica devida”, comenta a Diretora-Presidente do Sindicato dos Empregados em Institutos de Beleza e Cabeleireiros de Senhoras de São Paulo e Região (Sindibeleza), Maria dos Anjos Mesquita Hellmeister, a Mariazinha, como é mais conhecida no setor.

Segundo ela, as  maiores dificuldades que os profissionais encontram nesse segmento é justamente a falta de estabilidade de carteira registrada e de assistência saúde. “Esse quadro acaba encurtando a carreira, já que acima de 40 anos o profissional tem clientes, tem experiência, mas não tem a mesma saúde para  jornadas intensas”, explica.

Atualmente, a entidade, que foi fundada em 1963 e tem abrangência na capital paulista e região metropolitana (Osasco/ABCD e Guarulhos), representa cabeleireiros, manicures e pedicures, esteticistas, depiladoras e maquiladores.

Na  hierarquia sindical, o Sindibeleza é filiado à Federação dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade do Estado de São Paulo (FETHESP) e à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh), entidades que abrangem o quadro do CBO – Código Brasileiro de Ocupação, e do 5º Grupo da CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas. No âmbito político-sindical, o Sindicato é filiado à Nova Central Sindical dos Trabalhadores no Estado de São Paulo (NCST-SP).

 

Serviços para os associados

 

O Sindibeleza oferece vários serviços para os associados, como departamento jurídico, atendimento odontológico gratuito, bem como mantém alguns convênios com faculdades, colégios e escolas de ensino a distância, com descontos expressivos aos associados e seus dependentes.

“Temos também convênios com planos de saúde com descontos especiais. E no setor de lazer, mantemos convênios com colônias de férias no litoral de São Paulo. No final de 2008, inauguramos também a nossa colônia de férias, na praia de Porto Novo, em Caraguatatuba”, conta Mariazinha.

Outra preocupação da entidade é com a formação e o desenvolvimento dos profissionais. No Centro Oficial de Formação Profissional do Sindibeleza são oferecidos cursos  básicos de cabeleireiro, manicure e pedicure, depilação, maquilagem, além de cursos de aperfeiçoamento. Tais cursos também são mantidos na subsede no município de Guarulhos.

Para ingressar no quadro associativo, o profissional precisa apresentar sua carteira de trabalho, na qual deve constar a sua participação no mercado de beleza (com ou sem registro), e cópias dos comprovantes de residência, RG e CPF. O valor da matrícula é de R$ 10,00, mais R$ 5,00 referente à primeira mensalidade.

As demais mensalidades são cobradas trimestralmente (R$ 15,00) por meio de boleto bancário, enviado para a residência do associado. “Importante lembrar que não existe carência para a utilização dos benefícios oferecidos”, ressalta Mariazinha.

Para divulgar seu trabalho e envolver cada vez mais os profissionais nos projetos, a entidade utiliza a internet e edita o jornal Beleza Pede Passagem, com circulação trimestral.

“Atuamos na base com visitas de rotina ou pré-agendadas nos salões, centros de estética, spas, academias, hotéis etc. A entidade é muito respeitada pelo trabalho que tem realizado. Somos procurados pelos órgãos de imprensa para depoimentos e esclarecimentos sobre os assuntos pertinentes ao setor de beleza”, acrescenta a diretora-presidente.

Entre as principais conquistas do Sindibeleza estão a criação do Centro de Formação Profissional com reconhecimento internacional e a aquisição de sede própria com 400 m2 , localizada bem no coração de São Paulo.

“Também nos orgulhamos de ser ponto de referência para o Projeto de Regulamentação da categoria, que acompanhamos na Câmara do Deputados e no Senado Federal. Outra conquista foi a assinatura da 46 CCT (Convenção Coletiva de Trabalho ), que é a prova de um consenso e equilíbrio em nossas negociações com os empresários do setor”, destaca Mariazinha.

 

Luta pela regulamentação

 

Fundado em 2000, o SindEstética  – Sindicato dos Empregadores em Empresas e Profissionais Liberais em Estética e Cosmetologia do Estado de São Paulo vem também conquistando importantes vitórias para os profissionais desse segmento. Em 2008, a entidade foi oficialmente reconhecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego como entidade sindical. Com atuação em todo o estado de São Paulo, o SindEstética é filiado à Confederação Nacional de Serviços, que possui um órgão norteador em cada estado do País.

Segundo a Presidente do SindEstética, Daniela Lopez, os principais esforços da entidade são atuar no sentido de aumentar o número de profissionais qualificados, reconhecer a profissão como setor de saúde, melhorar a bolsa de estudo para o curso superior e obter a aprovação do Projeto de Lei 959/03, que dispõe sobre a regulamentação das profissões de Técnico em Estética e de Tecnólogo em Estética, ainda aguardando votação em Brasília.

Os associados do SindEstética também contam com serviços de assessoria jurídica, contábil e fiscal. “Temos também um banco de empregos com mais de 80 solicitações mensais de clínicas, spas, resorts, clubes, salões etc. que buscam currículos de profissionais habilitados. O objetivo é ajudar no desenvolvimento e encaminhamento do profissional nessa área”, explica Daniela.

Para utilizar os serviços oferecidos pelo SindEstética, basta fazer o cadastro no site da entidade e apresentar RG, CPF, comprovante de endereço, certificado e/øu  diploma do curso, uma foto 3×4. “Infelizmente, nem todos podem se tornar associados, pois somente aprovamos a entrada no quadro associativo de quem possuir o mínimo de experiência de 400 horas. Sendo assim, o profissional de estética é classificado em: mínimo de 400 horas (auxiliar de estética); mínimo de 1.200 horas (técnico em estética); mínimo de 2.100 horas (tecnólogo em estética). Acima disso é bacharel em estética”, explica Daniela.

Entre as principais conquistas da entidade, Daniela destaca a vitória obtida no Senado Federal, em dezembro de 2009, que apoia a profissão de estética como uma atividade da área de saúde. “Também lutamos para que a votação do PL 359/03 ocorra ainda neste ano”, acrescenta Daniela.

Apesar das conquistas, a presidente diz ter ainda muitos desafios pela frente. “Lutamos pela preservação dos direitos dos profissionais, mas, para isso, precisamos de maior envolvimento dessas pessoas. As maiores reivindicações dizem respeito à definição de cargas e horários de trabalho, criação de normas e regras para o bom exercício da atividade, entre outras. O objetivo do SindEstética é amparar sempre essa classe, buscando maior fortalecimento e maior reconhecimento da profissão”, frisa Daniela.

Outra entidade que tem se destacado pelo trabalho que vem realizando na área de estética é a Associação dos Profissionais de Cosmetologia, Estética e Maquilagem do Estado de São Paulo (Assocemsp). Fundada há 25 anos, a Assocem possui quatro mil associados e atua em todo o estado de São Paulo. O principal objetivo da entidade é orientar e ajudar o profissional no dia a dia profissional.

Os associados também contam com vários serviços, como departamentos jurídico, contábil e saúde. Para utilizar os benefícios, a pessoa precisa provar que é um profissional atuante e apresentar um certificado reconhecido.

Conforme revelou Ludeméia Freitas Pereira, Presidente da Assocemsp, a entidade também vem acompanhando de perto as discussões do Projeto de Lei de 959/2003. Segundo a presidente, a categoria possui muitas reivindicações, sendo a principal delas conseguir uma remuneração mais justa.

 

Reconhecimento legal

 

Fundada em 2004, a Associação dos Esteticistas Técnicos e Superiores do Estado de São Paulo (Asetens) é uma entidade com grande representatividade na área de estética. Atualmente, com 500 associados, a Associação atua em todo o estado de São Paulo na defesa dos direitos da categoria profissional e da regulamentação da profissão.

A Asetens-SP está ligada à Federação dos Profissionais Esteticistas do Brasil (Febrape), que congrega hoje 16 associações em todo território nacional. “O principal objetivo da instituição é fortalecer a atuação do profissional esteticista nas áreas da saúde preventiva, qualidade de vida e bem-estar. A maior dificuldade dos profissionais da beleza hoje é o reconhecimento legal de seu trabalho. Se existisse a regulamentação, teríamos parâmetros e limites estabelecidos de área profissional. Sem isso, esses profissionais não têm visão de política classista, desconhecendo assim seu verdadeiro papel”, comenta Sandra Lucia Bovo, Presidente da Asetens-SP e Secretária-Geral da Febrape.

Atualmente, os maiores esforços da entidade são no sentido de obter a votação do Projeto de Lei 959/03. “Buscamos mostrar aos legisladores a importância de nossa categoria profissional e o quanto podemos colaborar para a saúde preventiva e qualidade de vida da população”, ressalta.

A Asetens-SP também trabalha na organização de um Congresso, que irá abordar temas científicos, voltados com exclusividade ao esteticista, visando contribuir para o aprimoramento desses profissionais e possibilitando o acesso a pesquisas científicas nessa área.

“Em quase seis anos de atividades, tivemos várias vitórias. Conquistamos o direito de avançar na educação, pois hoje temos os cursos técnicos no catálogo nacional de cursos, além da criação de programas de formação tecnológica. Avançamos também na aprovação do PL 959/03. Em todas as comissões fizemos vários movimentos políticos em Brasília. Também conquistamos o direito de trabalhar na área da saúde pública, bem como mostramos o verdadeiro papel do profissional esteticista”, revela Sandra Lucia.

De acordo com ela, os desafios da entidade são inúmeros. “Por ser uma categoria sem regulamentação, os profissionais sofrem com a concorrência de outras classes. Não temos, por exemplo, nosso próprio piso salarial, o que é injusto para um profissional que investe muito em cursos para um atendimento qualificado, adquirindo conhecimentos em citologia, histologia, anatomia etc., sem contar as horas de estágio. Ou seja, o esteticista precisa ter seu trabalho reconhecido e ser identificado como um profissional que faz parte da área da saúde preventiva”, analisa.

Ela lembrou que existem hoje só no estado de São Paulo cerca de 60 mil profissionais, que somente unidos conseguirão ver suas reivindicações atendidas.

“A Asetens_SP, desde o início de suas atividades, luta pelos direitos desta categoria. Com a ajuda de pessoas sérias, temos conseguido mudar a forma de apresentação desse profissional no maior estado do Brasil. Juntos faremos a diferença. Precisamos unir forças para reivindicarmos o que verdadeiramente é nosso: respeito e dignidade. Queremos o direito da regulamentação, de ter nosso próprio conselho de classe e de ser respeitados pelo que trabalhamos tanto para adquirir”, finaliza Sandra Lúcia.

Para se tornar associado da Asetens-SP e usufruir os serviços que a entidade oferece (assessoria jurídica, convênio odontológico, descontos em congressos, feiras, eventos, cosméticos, encaminhamento profissional etc.), o profissional precisa enviar cópia de seus documentos (CIC, RG, Certificado de conclusão de curso, comprovante de endereço e duas fotos 3×4) para o endereço da Associação.

Com o objetivo de contribuir para a formação e o aprimoramento dos profissionais que atuam na área da beleza, a Agremiação dos Cabeleireiros Unissex do Brasil (Acaub) foi fundada em 1979 e, hoje, conta com 22 mil associados. São cabeleireiros autônomos, proprietários de salão de beleza, manicures, podólogos, maquiladores etc.

Com atuação em São Paulo e Grande São Paulo, a entidade também oferece vários serviços para os associados, entre os quais assessorias contábil e jurídica, aulas assistidas gratuitas, convênios odontológicos e acupuntura, orientação para compra de imóvel usado e abertura de conta para utilização de máquina para cartão de autônomo, descontos em cursos da academia Acaub, entre outros.

“Para ter acesso a esses e outros serviços, é preciso associar-se, apresentando RG, CPF,  duas fotos 3×4, comprovante de residência e certificado ou diploma de formação na área da beleza. Há uma carência de quatro parcelas pagas para que o associado comece a utilizar os serviços”, conta Remy de Sousa, Presidente da Acaub.

Segundo ele, um dos projetos mais importantes da entidade foi a criação do Bolsa-Acaub-Salão que visa à recolocação de mão-de-obra no mercado. Os planos da agremiação para o futuro também envolvem novos investimentos, tais como a melhoria nas instalações da sede; renovação do quadro técnico da entidade e lançamento do jornal Acaub.

“Infelizmente, falta articulação dos profissionais dessa área, a fim de lutarmos pela regulamentação da profissão. A Acaub atua nesse sentido, mas a classe e as entidades precisam se unir, a fim de juntas conseguirmos os nossos objetivos de legalização. Hoje, a Acaub tem uma importância muito grande na formação, aprimoramento e recolocação dos profissionais. Para se ter ideia, em nossa sede passam mensalmente cerca de 500 pessoas. O que nos impõe grandes responsabilidades e também muitos desafios”, relata Remy.

 Por Madalena Almeida – Jornalista

 


 

Curso superior na área de estética – Por que fazer?

De olho em um mercado promissor, algumas universidades vêm criando cursos superiores na área de estética, que ajudam o esteticista a desenvolver novas competências e habilidades para atender consumidores cada vez mais exigentes. Tais programas podem ser uma importante oportunidade para o profissional aumentar sua empregabilidade e obter melhores condições de trabalho. 

 Somente no Estado de São Paulo eles já somam mais de 40 mil, sem contar no restante do Brasil, onde os profissionais de estética vem ganhando espaço, despontando como uma carreira próspera e em plena ascensão. O fato é que com a consolidação do conceito de bem-estar no País, os esteticistas têm sido cada vez mais requisitados para atender pessoas mais conscientes e preocupados em cuidar da saúde.

Para isso, esses profissionais precisam ter conhecimentos que envolvem não somente as técnicas de aplicação dos vários procedimentos. Eles hoje integram equipes multidisciplinares e precisam também conhecer anatomia, fisiologia, reações químicas etc., a fim de realizar um trabalho seguro e eficiente para seus clientes.

Por outro lado, muitos profissionais dessa área ainda sofrem com baixos salários, jornadas desgastantes, além de condições precárias de trabalho, tendo, muitas vezes, de dividir espaços reduzidos com outros colegas.

Enquanto aguardam a aprovação do projeto de lei pelo Congresso Nacional, que regulamentará a profissão, o caminho para os esteticistas é investir em sua qualificação, a fim de melhorar sua remuneração e  se manter preparados para atender a uma demanda crescente da sociedade.

Matéria escrita por Madalena Almeida, leia na íntegra em  http://bit.ly/b2OafP

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 450 outros seguidores